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Orquestra Filarmônica de Viola Caipira reúne cerca de 500 pessoas em Santana de Parnaíba


Direto da Redação: ParnaíbaWEB   
03 de junho de 2009 ás 13:09 horas
Santana de Parnaíba foi a primeira cidade da “Rota dos Bandeirantes” a receber a apresentação da Orquestra Filarmônica de Viola.
Santana de Parnaíba foi a primeira cidade da “Rota dos Bandeirantes” a receber a apresentação da Orquestra Filarmônica de Viola.
Na noite do último sábado (30/05), o Centro Histórico de Santana de Parnaíba foi palco de mais um importante evento cultural. Trata-se da apresentação da Orquestra Filarmônica de Viola Caipira de Campinas, que reuniu, na Praça 14 de Novembro, um público aproximado de 500 pessoas, entre moradores e turistas. A ação – uma iniciativa da Organização Não-Governamental (ONG) Núcleo de Cultura Caipira, realizada em parceria com a Prefeitura local – teve como intuito principal levar entretenimento gratuito à comunidade e resgatar a cultura de raiz.

A apresentação da Orquestra Filarmônica de Viola integra o Projeto “Viola na Trilha dos Bandeirantes”, que será levado, ainda neste primeiro semestre, para outras cinco cidades da região que integram o circuito turístico “Roteiro dos Bandeirantes”. São elas: Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Porto Feliz e Tietê.

De acordo com o secretário municipal de Cultura e Turismo Luís Alexandre Chiló, o show da Orquestra Filarmônica de Viola vem ao encontro da política cultural desenvolvida em Santana de Parnaíba pela atual administração. “Temos procurado trazer um atrativo diferenciado e de qualidade à população. Além de atender as mais variadas faixas etárias, este espetáculo, assim como outras atrações do gênero promovidas pela municipalidade, busca algo maior: a democratização e a identidade cultural da comunidade, promovida por meio do resgate das tradições parnaibanas”, ressaltou o secretário.

Sob a regência do mineiro Ivan Vilela, o grupo musical – que é composto por 20 violeiros, oriundos das mais diferentes classes sociais e formações culturais, entre eles, pedreiros, jardineiros, engenheiros, aposentados, jornalistas, estudantes, professores e vendedores – animou o público presente com um repertório rico e variado, baseado em clássicos do cancioneiro popular, como a rancheira “Estrada da Vida”, de Zé Rico; o cururu “Canoeiro”, de Alocin e Carreirinho; a toada “Cabocla Tereza”, de João Pacífico e Raul Torres, além de sucessos da MPB, como “São Jorge”, de Hermeto Paschoal.

Durante o espetáculo, a comunidade teve a oportunidade de conhecer detalhes e curiosidades do universo caipira, contados, entre a execução de uma ou outra canção, em forma de narrativas de histórias e “causos” da tradicional cultura regional. Presente na apresentação da Orquestra Filarmônica, a bancária Nanci de Souza, de 45 anos, moradora do bairro de Alphaville, veio acompanhada do marido ao evento. “A ação enaltece um tipo de música que anda bastante esquecida e traz aos apreciadores deste gênero musical a oportunidade de revê-la novamente”, elogiou Nanci.

O grupo

Criada no ano de 2001, a Orquestra Filarmônica de Viola Caipira de Campinas é o resultado de um trabalho de pesquisa musical. Com um disco gravado, homônimo, no ano de 2004, a banda já teve a oportunidade de tocar por diversas partes do território brasileiro. O álbum foi indicado na categoria “Atitude”, no período de seu lançamento, ao Prêmio Rival Série – promovido pela Petrobrás e o Teatro Rival.

O projeto tem como finalidade promover o resgate de conceitos de valores da época. “A música é idiomática e faz parte do cotidiano de todos nós e a música sertaneja de viola é bastante presente nesta região e no interior do estado e do País. Ao tocá-las, estamos também transferindo valores aos que ouvem este tipo de canção, trazendo de volta o conceito e a importância do enraizamento cultural, tão escasso nos dias atuais, no qual se valoriza muito mais o ter do que o ser”, enfatiza Vilela.

A ONG
    O Núcleo de Cultura Caipira foi criado com o intuito de pesquisar, resgatar e divulgar a cultura caipira em suas mais diferentes manifestações, por meio da música, da dança, da culinária ou das crenças. Desde a sua criação, já foram realizadas diversas oficinas de iniciação musical, gastronômica, dança de catira e até mesmo de construção de instrumentos (cujo processo é conhecido como “luthieria”), com jovens carentes da periferia de Campinas. Na realização de seus projetos, o Núcleo conta com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Programa de Ação Cultural (PAC).



Texto: Maíra Hirose – Mtb 42.244
Crédito: Sávio Barletta
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Atualizado em ( 03 de junho de 2009 ás 13:09 horas )
 
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