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 Igreja Matriz de Santana de Parnaíba Localizada a 35 km da capital paulista, na Região Oeste da
Grande São Paulo, a cidade de Santana de Parnaíba tem 428 anos,
extensão territorial de 176 Km2, e uma população de 100.189 habitantes.
Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é o 23º do país, o 7º do
Estado e o 2º da Região Metropolitana.
O município nasceu às margens do rio Tietê, durante a administração de
Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil. Há registros de que o
primeiro a se instalar na região foi o português Manuel Fernandes
Ramos, participante de uma expedição realizada em 1561 por Mem de Sá
para explorar o sertão – no sentido Rio Tietê abaixo –, em busca de
ouro e metais preciosos. Estabeleceu-se no povoado, construindo uma
fazenda e uma capela em louvor a Santo Antônio, mas sua estrutura
precária não resistiu às constantes enchentes e acabou destruída.
Posteriormente, seus herdeiros e sua mulher, Suzana Dias, resolveram
erguer, em 1580 (ano em que é considerada a fundação da cidade), uma
nova capela, desta vez em honra de Sant’Ana.
Em 14 de novembro de 1625, o povoado que cresceu ao redor da capela foi
elevado à categoria de vila com a denominação de Santana de Parnaíba.
Durante o período colonial, a vila possuía apenas uma economia de
subsistência, baseada nas lavouras de trigo, algodão, cana, feijão e
milho, sustentando um pequeno comércio com as povoações vizinhas. Seus
habitantes, para contornar as dificuldades econômicas decorrentes de
seu isolamento em relação à metrópole, contavam com o fato de a vila
ser um importante ponto de partida do movimento das bandeiras, que
exploravam o sertão com o duplo objetivo de capturar indígenas e
descobrir metais preciosos.
Nos séculos XVII e XVIII, Santana de Parnaíba conheceu um certo
desenvolvimento, promovido pelo emprego da mão-de-obra indígena e pela
chegada de famílias importantes, como, por exemplo, a dos Pires.
Apresentou-se, por um lado, como uma das principais áreas de mineração
da capitania, tendo dentre seus moradores o padre Guilherme Pompeu de
Almeida, que foi um grande financiador das bandeiras paulistas; por
outro, como núcleo exportador de mão-de-obra indígena para as demais
capitanias, entrando muitas vezes em confronto com os jesuítas.
A vila chega ao século XIX desenvolvendo poucas atividades econômicas,
situação agravada ainda mais pela abertura de novas estradas que
ligavam São Paulo a outras vilas e cidades sem passar por Parnaíba.
Sofreu também o impacto de não ter havido em suas terras a substituição
da cultura de cana-de-açúcar pela de café. A cidade permaneceu
estagnada até o início do século XX, quando a Light & Power Company
construiu sua primeira usina hidrelétrica no país, abrindo um novo
campo de trabalho na região. Sua denominação foi reduzida, não se sabe
quando, para Parnaíba, mas em 30 de novembro de 1944 volta a adotar seu
nome atual, Santana de Parnaíba.
Graças às técnicas de restauração desenvolvidas pelo Projeto Oficina
Escola (POEAO), Santana de Parnaíba preserva seu patrimônio histórico.
Com suas construções coloniais, a cidade concentra um dos mais
importantes conjuntos arquitetônicos do Estado, com 209 edificações,
tombadas, em 1982, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico,
Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo
(CONDEPHAAT). Mas antes, em 1958, a residência bandeirista urbana,
construída na segunda metade do século XVII, onde atualmente funciona o
Museu Histórico e Pedagógico Casa do Anhangüera e o sobrado construído
no século XVIII, onde está instalada a Casa da Cultura, foram tombados
pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (IPHAN).
PONTOS TURÍSTICOS
• Barragem Edgard de Souza
Inaugurada em 23 de Setembro de 1901, foi a primeira usina da "Light"
no Brasil e também a primeira hidrelétrica a abastecer São Paulo. Está
localizada na Estrada dos Romeiros (Próximo ao Centro Histórico).
• Casa da Cultura “Monsenhor Paulo Florêncio da Silveira Camargo”
O sobrado construído por volta do século XVIII é um exemplar típico das
construções paulistas, com paredes estruturais em taipa de pilão
cobertas com telhas capa canal, portas altas e elevado pé direito. Está
localizado no Largo da Matriz, nº 19 e 25. É um patrimônio tombado pelo
IPHAN em dezembro de 1958 e pelo CONDEPHAAT em maio de 1982.
• Coreto Maestro Bilo
Doado e construído em 1892, com ferros que vieram da Inglaterra, o
coreto é um dos mais belos monumentos históricos da cidade. Em 1963,
esse monumento foi aterrado, reformado e diminuído em 60cm de altura,
preservando seu gradil original e o restante de sua arquitetura.
Continua, hoje, sendo palco de apresentações e é considerado o cartão
de visitas da cidade, juntamente com a Igreja Matriz, o Casarão e o
Museu. Está localizado na Praça 14 de Novembro, ao lado da Igreja
Matriz.
• Igreja Matriz
É considerada o marco mais importante do município. De acordo com os
registros históricos, em meados de 1560, foi erguida na cidade a
primeira capela, dedicada a Santo Antônio. A pequena igreja era feita
de pau-a-pique e coberta de folhagens. No ano de 1580, a segunda
capela, dedicada a Sant'Ana, foi construída. Em 1610 uma terceira
capela foi construída, também por André Fernandes, e, em 1625, foi
elevada a Matriz, hoje conhecida como Paróquia de Sant'Ana. A
edificação atual data de 1882, e seu estilo é eclético, possuindo piso
em canela preta e altares que acompanham a liturgia. É tombada pelo
CONDEPHAAT.
• Museu Casa do Anhangüera
Residência bandeirista urbana construída na segunda metade do século
XVII, em taipa de pilão e taipa de mão, na qual, presume-se, residiu o
bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva - O Anhangüera. É uma edificação
típica das construções do século XVII, representando uma tradição
urbana das primitivas moradas paulistas, que mantêm até hoje seu estilo
original. Foi transformado no "Museu Histórico e Pedagógico Casa do
Anhangüera" durante a semana comemorativa da criação da vila em 14 de
novembro de 1962, possuindo grande valor arquitetônico e histórico.
Tombada pelo IPHAN, em outubro de 1958, e pelo CONDEPHAAT, em maio de
1982.
Localização: Largo da Matriz, 09 - Centro Histórico
Horário de atendimento: Terça à Sexta, das 08h às 17h.
Sábados e Domingos, das 11h às 17h.
Informações: 4154-2377
• Cine Teatro Coronel Raymundo
Inaugurado em fevereiro de 2008, depois de ter ficado fechado por cerca
de 20 anos, o Cine Teatro Coronel Raymundo conta com um café, três
banheiros (masculino e feminino) e um outro adaptado para portador de
necessidades especiais. Há, também, um foyer (espaço para exposições) e
uma sala de espetáculo, com capacidade para 200 lugares, que deve ser
utilizada para a exibição de filmes, peças teatrais, apresentação de
danças e shows musicais.
Localização: Rua Suzana Dias, 300, Centro Histórico
Informações: 4154-4447
• Museu Parnaibano de Música “Benedicto Antônio Pedroso”
O museu reúne diversos objetos antigos como partituras, quadros, fotos,
instrumentos musicais e cerca de 120 discos (LP’s e 78 rotações) de
diversos cantores. Todo o seu acervo foi doado por moradores de Santana
de Parnaíba . O Museu Parnaibano de Música está aberto para visitação de
segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, domingos e
feriados, das 11h às 17 horas. No espaço também acontece, mensalmente,
o projeto Parnaíba em Seresta e Serenata, o qual promove o encontro dos
seresteiros da cidade e convidados. Na seqüência, o grupo sai em
seresta pelas ruas do Centro Histórico.
• Centro de Memória e Integração Cultural (CEMIC)
Abriga exposições de arte no espaço “Capitã Bertha Moraes Nérici” e o
acervo cultural da cidade. Localizado no Largo da Matriz, 49, no Centro
Histórico, o CEMIC funciona de segunda a sexta, das 9 às 17 horas, e
aos sábados e domingos, das 11 às 17 horas. Informações: 4154-6251.
• Morro Voturuna
Localizado entre os municípios de Santana e Pirapora do Bom Jesus,
também chamado de Morro Negro, era o ponto de partida dos bandeirantes,
e núcleo minerador da Capitania de São Vicente. Tombado pelo
CONDEPHAAT. Estrada Capela Velha, próximo ao km 6, Bairro: Capela Velha
ROTEIROS
• Caminho do Sol
O roteiro religioso na Grande São Paulo começa no centro histórico de
Santana de Parnaíba . Versão paulista do Caminho de Santiago de
Compostela, o Caminho do Sol é um roteiro que envolve 12 cidades do
interior de São Paulo. Os devotos percorrem 240 km, cruzando trilhas e
trajetos rurais já existentes entre as cidades de Santana de Parnaíba e
Pirapora do Bom Jesus, na Grande São Paulo, até Águas de São Pedro,
onde se encontra a imagem de São Tiago marcando o final da
peregrinação. Informações: Agência Caminho do Sol, Tel: 6215-1661.
www.caminhodosol.org.br
• Rota da Cachaça
Santana de Parnaíba cultiva a tradição da cachaça. Muita gente vem de
longe em busca da famosa “branquinha de Parnaíba”. Na cidade,
encontram-se os tradicionais engenhos Caninha do Moraes, Engenho do
Osíris e Caninha Parnaíba. Informações 4154-2377.
• Roteiros dos Bandeirantes
Oficializado em 2003 pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia,
Desenvolvimento Econômico e Turismo, engloba oito cidades, tendo como
marco inicial Santana de Parnaíba . O propósito do Roteiro é o incentivo
do turismo histórico-cultural das cidades que margeiam o Rio Tietê.
Informações 4154-2377.
• Pesqueiros
Localizados em chácaras, sítios ou fazendas, onde é feita a criação de
várias espécies de peixes, tais como carpa, tilápia, bagre, pacu,
tambaqui, etc.. Informações: 4154-2377.
• Música na Praça
Todos os domingos, das 15 às 17 horas, a Secretaria de Cultura e
Turismo promove o projeto “Música na Praça”, com atrações musicais de
estilos variados que se apresentam no Coreto Maestro Bilo – um dos mais
tradicionais cartões postais da cidade – na Praça XIV de Novembro, no
Centro Histórico.
Informações: 4154-2377
• Feira de Artes e Artesanato
Uma Feira de Artes e Artesanato oferece uma variedade muito grande de
produtos, como artesanato hippie, mosaico, pintura em madeira e tecido,
patchwork, sabonetes, toalhas pintadas, quadros, vasos, plantas
ornamentais, velas, roupas, tapeçaria em barbante, biscuit, trufas e
pão de mel. A feira acontece todos os domingos, das 10 às 17 horas, na
Praça XIV de Novembro, no Centro Histórico e conta também com uma Praça
de Alimentação para os turistas.
Informações: 4154-1874
MONUMENTOS:
• Monumento aos Bandeirantes
Com 60 metros de comprimento e 20 metros de largura, a obra tem dois
pórticos e um conjunto com 23 esculturas em bronze – além de outras
peças que compõem as cenas –, abordando o movimento bandeirante e a
importância de Santana de Parnaíba na história nacional. O monumento
está localizado no trevo que dá acesso ao Centro Histórico.
As esculturas retratam personagens importantes do município e do país,
como os bandeirantes Anhangüera (Bartolomeu Bueno da Silva), Domingos
Jorge Velho, Raposo Tavares e Fernão Dias, além de Suzana Dias e seu
filho André Fernandes, fundadores do município. A idéia é transmitir
aos moradores e visitantes a importância dos bandeirantes para a
expansão territorial do Brasil e como figuras de destaque de seu tempo,
que se diferenciavam pela ousadia diante do desconhecido, condição
necessária para desempenhar o papel que tiveram na história do país.
• Monumento a Frei Agostinho de Jesus
Em 26 de julho de 2001, a cidade presta uma homenagem ao Frei que viveu
no Mosteiro Beneditino, situado no Largo São Bento, nos anos 1645 a
1651, inaugurando um monumento. A estátua de Frei Agostinho de Jesus
foi esculpida pelo artista plástico parnaibano Murilo Sá Toledo e pode
ser vista no Largo São Bento, em Santana de Parnaíba.
• Monumento a Suzana Dias
Suzana Dias, que juntamente com seu filho André Fernandes, fundou
Santana de Parnaíba também foi homenageada pela cidade com um busto.
Esculpido por Murilo Sá Toledo, a obra foi inaugurada no dia 11 de
novembro de 2001 e encontra-se instalada no Largo da Matriz.
FESTAS E EVENTOS
• “Carnaval”
A festa começa na sexta-feira com o famoso “Grito da Noite”, a abertura
oficial do carnaval de Santana de Parnaíba. A cidade ganha ares
fantasmagóricos, a população sai às ruas fantasiada e segue o “Grito da
Noite” pelas ruas do centro histórico. O carnaval parnaibano segue a
tradição folclórica de origem africana, e os cabeções, que acompanham o
cortejo, são uma das mais legítimas representações da arte popular da
cidade. Na região metropolitana é o único carnaval de rua com
apresentações de blocos.
• “Corpus Christi”
É uma das maiores manifestações religiosas do Estado de São Paulo e que
atrai, a cada ano, milhares de visitantes a cidade. Diversas ruas do
centro histórico são ornamentadas, pelos moradores, com os tapetes
coloridos feitos com serragens, pó de café e cascas de ovos. As
ilustrações, com motivos religiosos surpreende pelo capricho e
perfeição. A comunidade participa ativamente fazendo com que o Centro
Histórico amanheça coberto pelo tapete. Missas e procissões completam a
festa.
• “Drama da Paixão de Cristo”
A encenação da Paixão apresenta a trajetória de Jesus Cristo na
Sexta-feira da Paixão e no Sábado de Aleluia. O espetáculo tradicional
no município de Santana de Parnaíba leva milhares de espectadores a
cidade. O cenário da peça é a Barragem Edgard de Souza, nas margens no
rio Tietê.
• “Festa do Cururuquara”
Este evento tem como principal objetivo comemorar e ao mesmo tempo
resgatar a história da abolição da escravatura, que aconteceu em 13 de
maio de 1888. Desde esta época, a festa vem acontecendo anualmente. Os
descendentes dos escravos, que ainda moram no Cururuquara, fazem
questão de comemorar a data e resgatar suas raízes, com a apresentação
de sambas de roda, que tiveram origem com os seus ancestrais escravos.
• “Festa da Padroeira Sant’Ana”
Dia 26 de Julho é o dia de Sant’Ana e a cidade de Santana de Parnaíba
comemora com a procissão de São Cristóvão, o protetor dos motoristas, e
missas como a Benção dos Avós, já que a padroeira era avó de Jesus
Cristo.
• “Encontro de Antigomobilismo”
Realizado todos os anos no Centro Histórico da cidade, o Encontro de
Antigomobilismo acontece desde 2002 e reúne numa exposição, mais de cem
carros das décadas de 20, 30, 40 e 50. Ao mesmo tempo acontece o
"mercado de pulgas", que comercializa peças e artigos para veículos
antigos. É realizado pela Secretaria de Cultura com apoio da Federação
Brasileira de Carros Antigos.
• Festa do Suru
A Festa do Suru, em louvor a Santo Antônio, é realizada na cidade há
quase um século, no mês de junho. É o momento em que a comunidade
reverencia a santidade por meio de romaria, missa e quermesse. O evento
faz parte da política de preservação das tradições do município e é
realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em parceria
com a comunidade católica da cidade.
• Cantatas de Natal e Presépio
Todos os anos são realizadas as Cantatas de Natal na Praça 14 de
Novembro. Durante uma semana inteira, diversos grupos de coral da
região se apresentam no local onde fica montado um dos maiores
presépios do Estado de São Paulo – com peças mecânicas em tamanho real.
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