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Fevereiro se foi; junto com ele se foram os testes da pré-temporada da F-1. Em uma temporada que terá muitas mudanças, tanto no regulamento quanto no grid, acompanhar a preparação das equipes foi fundamental para se ter uma idéia do quão diferente está a principal categoria automobilística.
Logo no início de Fevereiro foi possível constatar que a Ferrari seria absoluta. Não que as outras equipes não conseguirão bater os italianos, mas o desenvolvimento da equipe de Maranello está mais avançado. E esta ainda conta com uma dupla de bons pilotos: Felipe Massa e Fernando Alonso. A McLaren não fica muito atrás: O carro passa a impressão de ser melhor do que o do ano passado (e muito melhor, por sinal) mostrando que os britânicos serão muito fortes na briga pelo título, ainda por cima porque têm os dois últimos campeões mundiais, Lewis Hamilton e Jenson Button, como pilotos principais.
Apesar de ainda usar motores Mercedes, a McLaren não é mais a principal equipe da montadora alemã; já que esta decidiu colocar sua própria escuderia no grid, comprando a antiga Brawn GP. O time alemão também passa a impressão de ter condições de brigar pelo campeonato (ainda mais com Michael Schumacher e Nico Rosberg), mas em termos de desenvolvimento e desempenho parece que o carro deixou a desejar um pouco. Por falar em Brawn GP, a sua grande rival do ano passado vem com sede de vitórias para a temporada de 2010. E quando falamos de um carro projetado por Adrian Newey - renomado projetista austríaco - e pilotado por Sebastian Vettel, vice-campeão de 2009; não se pode descartá-lo.
Rubens Barrichello - terceiro colocado no campeonato de 2009 – correrá pela Williams em 2010; Ao seu lado vem o novato Nico Hulkenberg, campeão da GP2 2009. Segundo Frank Williams, o carro parece ser melhor do que o do ano passado. Mas talvez não seja o bastante para disputar o título. Saindo do topo, e indo para o que se espera que seja o final do grid, temos a Campos - que logo será Hispania Racing –, a Lotus e a Virgin. A Campos cometerá a calamidade de colocar um carro sem nenhum teste para correr, uma pena para Bruno Senna, piloto da equipe. Já a Lotus é “pior que a Minardi”, segundo Heikki Kovalainen - companheiro de Trulli na equipe - que na verdade é malaia e só “emprestou” o nome da montadora britânica. Azar também para o piloto brasileiro Lucas de Grassi, já que para a sua equipe, a Virgin, só falta esperar que “chova no deserto” se pensa que vai disputar alguma coisa com um carro projetado totalmente no computador, sem nenhum túnel de vento para teste aerodinâmico.
Que venha o Bahrein.
André Rinaldi
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