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Qualidade de vida, ter ou não ter
Qualidade de vida, ter ou não ter

Direto da Redação: ParnaíbaWEB   
16 de janeiro de 2008 ás 23:45 horas
remetendo-se a uma relação diretamente proporcional...

Não sou purista, nem tão pouco sugiro o celibato financeiro.

A questão é: nem tudo se resume ao vil metal. Conheço indivíduos abastados, com renda mensal de dar inveja, envoltos em uma redoma de fictícia segurança, protegidos por blindagens, impossibilatados de desfrutar o império dourado...constantementes acometidos pelo stress da intranquilidade, inseguros dentro da própria segurança, impossibilitados de caminhar nas trilhas da despreocupação, desconfiados da própria sombra, enfim, expostos a frustração de quem parece morrer na praia.

Por outro lado, a falta do tal dindim também gera instabilidade, pois sempre existe o tal carnezinho, a roupa das crianças, aquele passeio com a família, a prestação da casa, etc...  gerando rugas de preocupação, calvície de ansiedade, taquicardia, falta de ar...

Então, o que fazer? Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come?

Penso que para auxiliar esta definição, podemos pensar na qualidade de vida como resultado de uma vida saudável, uma vida realmente saudável. Mas aí vem outro questionamento, o que é saudável, ou, o que é uma vida saudável?

A Organização Mundial da Saúde define que Saúde é o bem estar físico, mental e social do indivíduo e não, tão somente, a ausência de doença. Por este conceito, percebemos que ser saudável não depende exclusivamente de uma boa condição física, alimentação adequada, níveis de colesterol e açúcar no sangue controlados...como também, uma boa posição social, cargo de destaque na empresa, carro do ano, casa na praia, não definem saúde plena.

Por fim, no conceito da OMS, o ser saudável também passa pela harmonia mental, ou seja, equilíbrio emocional, consciência dos próprios limites, dissernimento dos objetivos como métrica de vida.

Portanto, podemos depreender que qualidade de vida é a condição de estabelecer dentro de nós mesmos, a harmonia entre os três entes apresentados, ou seja, o ser físico, o ser mental e o ser social. Eis o grande desafio! Convivermos com as diferenças, os desejos, os sonhos, as pessoas e seus problemas, a vontade de crescer, de estabelecer metas...

Até onde podemos afirmar, categoricamente, que somos saudáveis na plenitude, e com isso definir que temos uma excelente qualidade de vida?

Creio que após estas reflexões devamos nos esforçar para, dia a dia, caminharmos de maneira consciente, sincera com nós mesmos, aproximando-nos da boa qualidade de vida, com atividade física adequada, esforçando-nos no crescimento profissional, mas não deixando de perseguir a paz de espírito, a paz interior.

Afinal...sonhar não paga imposto!

Dr. Haryson Guanaes Lima, médico

 

Atualizado em ( 17 de janeiro de 2008 ás 17:21 horas )
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