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Scanners modernos estão mais perto de "ler a mente" das pessoas


Direto da Redação: ParnaíbaWEB   
15 de março de 2009 ás 21:21 horas
Cientistas demonstraram pela primeira vez que pode ser possível "ler" a mente de uma pessoa pela simples observação de sua atividade cerebral.

Usando uma moderna scanner para medir o fluxo sanguíneo, pesquisadores britânicos anunciaram na quinta-feira que eram capazes de dizer em que posição estavam os participantes voluntários de um teste, em um ambiente de realidade virtual gerado por computador.

"Surpreendentemente, a simples observação dos dados cerebrais permitia prever exatamente onde eles estavam", disse aos jornalistas Eleanor Maguire, do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging, na University College London.

"Em outras palavras, fomos capazes de 'ler' suas memórias espaciais", acrescentou.

A descoberta abre a possibilidade de desenvolver máquinas que leem diversos tipos de memórias, ainda que Maguire tenha dito que o risco de leituras de pensamento "intrusivas" ainda estejam muito distantes.

Ela acredita, em lugar disso, que a descoberta, reportada em artigo na revista Cell Biology, ajudará na pesquisa sobre distúrbios de memória como o mal de Alzheimer, ao esclarecer de que maneira a região cerebral do hipocampo registra memórias.

Maguire e seus colegas usaram uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional, ou fMRI, que coloca em destaque as regiões do cérebro quando estas entram em atividade.

Ao estudar os cérebros das pessoas enquanto estas jogavam um jogo de realidade virtual, eles puderam medir a atividade de certas regiões do hipocampo, uma área do cérebro conhecida por suas funções essenciais para a navegação e memória.

A pesquisa abre caminho para analisar como outros pensamentos -- entre os quais memórias mais amplas do passado ou visualizações do futuro -- podem ser codificados nos neurônios.

Isso poderia permitir, no futuro, o uso da fMRI para exames forenses de uma série de memórias e pensamentos, o que poderia resultar em um sério dilema ético.

Por enquanto, porém, a tecnologia só funciona com voluntários; Demis Hassabis, um dos pesquisadores, declarou que demorará pelo menos dez anos antes que aplicações forenses se tornem possíveis.
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