|
 Dolce Vita Quando me propus a escrever a coluna, disse que não queria nada muito técnico, queria sim, um texto mais próximo dos meus sentimentos quando assisto ao filme e acho eu, estou conseguindo.
Bom, sendo assim não disse em nenhum momento que traria o que acabava de estrear, mesmo por ser um hobby muitas das vezes dependo dos meus próprios recursos e tempo, daí e por outras coisas, foi criado o Baú da Poltrona, onde apresento filmes mais antigos, aquela coisa que para mim é mais cult. Encontro na locadora ou na minha própria DVDteca.
E o que eu quero apresentar essa semana?
A coleção de cinema europeu que a Folha de São Paulo está lançando, meus planos era comentar isso na semana passada, como assinante do jornal, eu conhecia a lista dos filmes que serão lançados, e o primeiro e segundo volume da coleção já estavam nas bancas. Parando para pensar, achei mais interessante ter apresentado a coluna sobre “Capitão América – Primeiro Vigilante” e foi feito.
Mas vamos voltar o tema da coluna da semana, a coleção de Cinema Europeu será composta de 25 livros / DVD`s trazendo assim um pouco desse tão pitoresco cinema.
Caso o querido leitor, aprecie de verdade a sétima arte, acho de extrema importância ter os títulos na DVDteca, dos 25 citados, tenho próximo a 5 títulos, mesmo pela dificuldade de encontra-los e quando consigo, vem o problema do custo. No caso da referida coleção, cada livro/DVD sai por um ótimo valor, R$ 15,90 e vem com a edição de domingo do jornal (cobrado a parte). Como eu disse para mim uma aquisição de extrema valia.
Vários estilos estão representados na coleção, permitindo assim que você caro leitor, tenha acesso a um embasamento cultural gigante através desta arte que tanto adoramos. A qualidade dos livros está excelente (dos DVD’s idem), além de trazer fotos históricas, perfil biográfico e artístico do diretor, com destaque para a obra selecionada. Além disso, ainda traz um capítulo sobre o ator ou atriz central daquele título.
Para concretizar isso é só dar uma olhada nos títulos, a seguir :
Na primeira edição, um clássico absoluto, A Doce Vida (1960), de Federico Fellini e um grande filme, Fitzcarraldo(1982), de Werner Herzog. A coleção prossegue com O Último Tango em Paris (dia 14), de Bernardo Bertolucci; Cinema Paradiso (dia 21), de Giuseppe Tornatore; Morangos Silvestres (dia 28), de Ingmar Bergman; Volver (dia 4/09), de Pedro Almodóvar; Asas do Desejo (dia 11 de setembro), de Wim Wenders; Os girassóis da Rússia (18/09), de Vittorio de Sica; Hiroshima, meu amor (dia 25/09), de Alain Resnais; A Liberdade é Azul (dia 2/10), de Krzystof Kieslowski; O batedor de carteiras (09/10), de Robert Bresson; O deserto vermelho (16/10), de Michelangelo Antonioni; O encouraçado Potemkim (dia 23/10), de Sergei Einsenstein; Rocco e seus irmãos (30/10), de Luchino Viconti; Os incompreendidos (6/11), de François Truffaut; Lili Marlene (13/11), de Rainer Werner Fassbinder; Roma, cidade aberta (dia 20/11); Madame Bovary (27/11), de Claude Chabrol; Metropolis (4/12), de Fritz Lang; A Regra do Jogo (11/12), de Jean Renoir; Mamma Roma (18/12), de Pier Paolo Pasolini; Acossado (25/12), de Jean-Luc Goddard; A dama oculta (1º/01), de Alfred Hitchcock; Adeus, Meninos (08/01), de Louis Malle; e Mamãe faz 100 anos, de Carlos Saura (que encerra a coleção dia 15 de janeiro).
Muita coisa, nada disso, é sim parte essencial quando você quer levar seu conhecimento em cinema um pouco além de supapos, vampiros que brilham e heróis que correm com escudos.
Como toda a coleção nem todas as obras podem vir a agradar, eu mesmo, que sou fascinado por cinema, tenho lá minhas ressalvas quanto alguns títulos, estamos acostumados a certa velocidade na tela e muitos dos citados não possuem essa velocidade, mas isso não os torna menos interessantes.
O título mais antigo fica com o Encouraçado Potemkim (1927) e o mais novo Volver (2006).
Não ganho nada pela propaganda em espécie, mas ganho muito em cultura e conhecimento, portanto para mim é imprescindível a compra.
| Leandro Daher Crudo – (@lcrudo) Formado em Propaganda em Marketing,
geek de plantão, apaixonado por cinema , HQ, tecnologia e literatura.
Apesar de louco por cinema, sempre procurou uma crítica mais próxima da
emoção. |
|
| |
|
Imprimir
|