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 Capitão América Quando parece que o mundo todo é tomado por um sentimento antiamericano, quando todos olham para talvez a pior crise econômica que a maior potência bélica do planeta venha enfrentar, os Estúdios Marvel lança um filme onde um herói de guerra tem como uniforme as cores da bandeira americana.
O Capitão América é um herói da Marvel Comics que veio à luz em 1941, sob a responsabilidade de Joe Simon e Jack Kirby. Criado em um período de conturbadas emoções na política mundial, o Capitão América enfrentou os nazistas nas HQs durante a Segunda Guerra Mundial. Era e sempre será uma propaganda americana.
O Primeiro Vingador, subtítulo do filme, estreou e deixou pra trás todo o receio do estúdio da casa das idéias, o filme é simplesmente sensacional, para mim uma das melhores adaptações desde Homem-Aranha e Homem de Ferro.
O filme realmente nos traz de volta a esperança na mega empreitada que a Marvel vem planejando com os Vingadores, e digo mais, se for na mesma linha de Capitão América, quero vê-lo o quão antes.
A história começa com a descoberta de um estranho objeto, que na minha opinião foi uma solução inteligentíssima para transferir a ação para os tempos atuais, e no momento em que exploramos o interior da máquina, somos levados para os anos 40, em plena Segunda Guerra.
Neste cenário, nos é apresentado o magricela e doente Steve Rogers (Chris Evans – Quarteto Fantástico) que tenta em vão alistar-se no exército, onde é sempre recusado por ser raquítico e com vários problemas de saúde. A sua sorte muda, quando Steve mostra ser de uma coragem extrema e ter um coração de ouro, quem observa esses “talentos”é um misterioso cientista. O tal Doutor trabalha em um programa do governo liderado por um Coronel do exército ( que é nada mais que Tommy Lee Jones), um inventor e uma oficial do exército Peggy (Love is in the air) e vê no magricelo a pessoa ideal.
Como cobaia do programa, Steve é transformado em um super soldado, forte, ágil e inteligente.
Uma coisa muito interessante do filme, é mostrar o que o bandeiroso realmente é, ou seja, uma propaganda americana, que no filme é usada para incentivar os soldados e recrutar jovens. Nesse momento vemos como é impossível a transposição de muitos uniformes dos quadrinhos para a telona, fica simplesmente hilário e “fantasioso” o uniforme de “show” do super soldado.
Logo que entra em ação e o uniforme “real” nos é apresentado, tudo muda, conseguimos ver o super soldado.
O arqui-inimigo Caveira Vermelha, um ex-integrante do exército de Hitler que monta seu próprio exército, a Hydra, com um intuito somente, DESTRUIR O MUNDO, mais clichê e clássico que isso impossível. O trabalho de maquiagem do excelente ator está simplesmente fantástico, Hugo Weaving, realmente dá um show. Sem medo de errar, tenho certeza que é um dos melhores elencos reunidos para um filme vindo diretamente de uma HQ.
Dai para frente é somente ação, explosões, correria , tiros e algumas pitadas de humor. Da mesma forma em que o roteiro não se aprofunda na Segunda Guerra, também não se mostra super patriótico, dando assim um equilibrio muito, mas muito bom a história.
Para quem é fã de quadrinhos, o filme está recheado de referências, como a presença quase constante do Sr. Howard Stark, pai do nosso amiguinho Homem de Ferro, e uma aparição muito rápida do verdadeiro Tocha Humana (é muito rápida, por isso atenção).
O primeiro vingador consegue cumprir seu propósito de se apresentar como o mais equilibrado defensor do bem contra o mal. A preocupação em mostrar um herói correto e integro, além da sua capacidade e força de liderança funcionou perfeitamente, fazendo assim o HERÓI que a S.H.I.E.L.D procurava para junto a Viúva Negra, Thor, Homem de Ferro, Hulk e o Arqueiro Verde formarem o mais famoso grupo de combatentes, os VINGADORES.
Para mim, ficou um gostinho de quero mais, acredito que uma sequência solo do herói, fará a alegria de muitos fãs.
E não se esqueça fique até o final da projeção, terá assim a idéia do que será o filme da citada equipe.
| Leandro Daher Crudo – (@lcrudo) Formado em Propaganda em Marketing,
geek de plantão, apaixonado por cinema , HQ, tecnologia e literatura.
Apesar de louco por cinema, sempre procurou uma crítica mais próxima da
emoção. |
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