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 THOR Do meu panteão de heróis preferidos ele fica (ou ficava) quase no final da fila, seu reino e toda essa mitologia (nórdica) não me convenciam quando mais jovem. Acho até que pela imaturidade e falta de um maior embasamento cultural.
Sempre preferi heróis mais próximos que se penduram em teias sobre Nova Iorque, que defendem um subúrbio chamado “Cozinha do Inferno” ou mesmo que tenham vivido na Segunda Grande Guerra. Sim, eu sei que heróis assim são irreais, tão irreais quanto um Deus de cabelos loiros que possui um martelo mágico.
Como vêem relutei em ver THOR, tinha medo da própria história, e mais medo ainda do que poderia ver na tela. Afinal de contas é um reino todo mágico e até agora a grande tela só nos tinha apresentado a ciência.
E qual foi a minha surpresa, THOR é um bom filme, não falo que seja o melhor, mas é um bom filme, prendeu minha atenção fácil, mas não me deixou impressionado como Homem de Ferro ou mesmo o primeiro Homem Aranha, só para citar os heróis solitários e da Casa das Idéias.
O filme começa com a pesquisa da bela Jane (Natalie Portman), bom só por ela, o ingresso já teria sido bem pago. A jovem pesquisadora, durante um fenômeno, atropela um homem que aparece do nada na frente do seu carro. Valendo um ponto na média, adivinhem que é ? Isso mesmo o Deus do Trovão.
Para sabermos o que acontece, temos um longo flashback que apresenta o fantástico mundo de Asgard (muito bonito por sinal). O planeta está em outra dimensão e é governado por Odin (brilhante atuação de Antony Hopkins), o Pai de Todos, sendo assim, pai de THOR e LOKI.
Thor é o primeiro na linha de sucessão, jovem arrogante e de temperamento difícil que comete alguns atos nada toleráveis e nem condizentes com um futuro rei.
Como castigo, seu pai o bane de Asgard, mandando-o direto para a Terra e claro separando-o do seu poderoso martelo, Mjolnir. É aqui que começa toda a aventura e claro, pitadas de humor são muito bem empregadas e aceitas em geral pelo roteiro.
Mais humano e mortal do que nunca, THOR começa o mela-mela romântico com a pesquisadora. Enquanto isso seu irmão o malicioso Loki, assume o trono de Asgard, com intenções que podem significar o fim de uma raça inteira. Odin dorme o sono rejuvenescedor.
Interessante ressaltar que a ação acontece em dois planos distintos, mas que de certa forma tornam-se complementares e faz com que não nos cause tanta estranheza o Reino Mágico. As cenas em Asgard encaixam-se certinhas, pois ali acontecem as grandes batalhas e os momentos épicos do filme. Por aqui, na nossa “Bolinha Azul” é deixada para as cenas de romance e de humor, fechando assim uma estratégia que agrada a todos os públicos, trazendo assim os não fãs para o mundo mágico de uma forma sutil e inteligente.
Assim como nas outras produções NICK FURY e a SHIELD se fazem bastante presente, mesmo para os menos avisados a criação da equipe já está muito evidente.
Quanto ao romance exagerado do Deus com a mortal, antes de terminar o texto, pergunto eu, quem não se apaixonaria por NATALIE PORTMAN, hein? Você pode até pensar que estou me contradizendo, mas convenhamos que ela é linda, isso é.
THOR, um deus nórdico que vai completar a mais poderosa equipe de super-heróis da Terra, veio em boa hora, fico com a sensação que deveria ter visto nas telonas, mas passou, que venham então os VINGADORES.
Uma curiosidade a mais sobre THOR, os dias da semana, em inglês, foram baseados em Planetas, ou Deuses (que são representados por Planetas, OK !!) Thursday (quinta – feira) é uma corruptela de THOR Day, ou seja, Dia do THOR.
Não é, e nunca será o meu herói preferido, mas que fez bonito no cinema, isso fez...deixando muito, mas muito para traz o baixinho invocado com garras de Adamantium.
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| Leandro Daher Crudo – (@lcrudo) Formado em Propaganda em Marketing,
geek de plantão, apaixonado por cinema , HQ, tecnologia e literatura.
Apesar de louco por cinema, sempre procurou uma crítica mais próxima da
emoção. |
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