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 X-Men Primeira Classe Estamos vivendo a moda dos “reboots” alguns para mim completamente desnecessários afinal, vários filmes não passam pela regra dos quinze anos, ou seja, envelhecem.
X-Men Primeira Classe, não chega a ser um reboot, mas sim um “Begin” uma explicação para o não apresentado início do duelo Professor Xavier x Magneto.
Para você que é fã dos mutantes, simplesmente delirante, para quem não é, basta assistir Primeira Classe, depois alugar os demais para ver como tudo faz sentido, o que eu quero dizer, que é muito bacana, que vale muito ser visto e me surpreendeu demais.
Começamos o filme em meados da década de 60, a mesma época de criação dos personagens, ai vemos Charles e Erik/Magneto, ainda jovens, e com apenas 15 minutos de exibição muito do que Magneto faz ao longo da história se faz coerente, não justificável, mas coerente.
Toda dramaticidade do filme tem um apoio gigante na infância de Erik, judeu, aprisionado em um campo de concentração, se vê incapaz de salvar sua mãe. Para mim o valor do ingresso já começou a valer nesse exato momento, mas teríamos mais, muito mais.
Já Charles, oriundo de família rica, estudou nas melhores faculdades e se tornou especialista em sociologia e psicologia, estudando o comportamento das espécies com suas próprias mutações. Inteligente, bonito e bom com as mulheres, mas sempre tendo como principal lema, a defesa da coabitação entre humanos e mutantes de todo o mundo.
O filme chega a quase te convencer da real existência dos mutantes, pois além da ótima história, a trama ainda acrescenta uma pitada histórica, a crise dos mísseis em Cuba, isso reforça de uma forma pitoresca a autenticidade da época.
Uma coisa que é bem bacana, é que Erik/Magneto não é o vilão do filme, e sim um mutante poderoso que lutou ao lado de Xavier. O ramo da vilania fica para Emma Frost ( January Jones belíssima) e Robert Shaw, interpretado de forma brilhante por Kevin Bacon.
Nem mesmo a quantidade de mutantes apresentada estraga a trama que é muito bem costurada em torno do fato histórico e da história dos dois principais personagens.
Depois do susto que levamos quando vimos Wolverine : Origens, X-Men – Primeira Classe, vem para nos fazer acreditar novamente nessa promissora fusão do cinema e HQ.
O importante de ser levado em consideração, depois de toda ótima ação, é a mensagem que precisamos de tolerância para que exista a paz. Outro ponto de destaque é o tema aceitação, alguns personagens travam uma verdadeira luta com a sociedade e consigo mesmo para serem aceitos do jeito que são, é o caso do FERA (Dr. McCoy) e da Raven ( como ainda é chamada a Mística).
Uma coisa que se faz bastante plausível pelo modo como é apresentado, é a mudança de lado do Magneto, Raven e alguns outros mutantes, eu diria que é bastante convincente e muito bem apresentado.
X-Men – Primeira Classe é diversão garantida, seja para os fãs que irão vibrar com seus personagens preferidos sendo respeitados, como o não fã, que entenderá porque afinal de contas o mais poderoso telepata da Terra está em uma cadeira de rodas.
| Leandro Daher Crudo – (@lcrudo) Formado em Propaganda em Marketing,
geek de plantão, apaixonado por cinema , HQ, tecnologia e literatura.
Apesar de louco por cinema, sempre procurou uma crítica mais próxima da
emoção. |
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