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Jogadores brasileiros decidiram fazer uma manifestação contra a recente determinação que proíbe a comercialização dos títulos Counter-Strike e EverQuest em território nacional, segundo a agência Magnet.
O evento foi divulgado no blog Liberdade Gamer, criado com intuito de defender os jogadores que se sentiram lesados pela decisão da justiça brasileira de proibir certos títulos famosos que contenham cenas de violência.
A proibição foi determinada em outubro de 2007, mas só passou a ser respeitada em meados de janeiro, quando os jogos começaram a ser recolhidos das prateleiras do Brasil inteiro. Os games são acusados de incitar a formação de grupos para missões que envolvem combate. Um mapa que retrata a guerra entre traficantes e policiais em um morro carioca serviu de catalisador para a decisão.
Para o juiz Carlos Alberto Simões, estes jogos encorajam a subversão da ordem pública e são um ataque contra o estado democrático, contra as leis e contra a segurança pública. "Se o Ministério da Justiça já classifica os jogos, por que então proibir a venda de um produto que já é regulamentado pelo Estado?" é a pergunta feita pela redação do Liberdade Gamer, que quer saber também se a classificação indicativa não é mais suficiente e onde está a democracia.
Para os jogadores que acessam o blog, a decisão de vetar a distribuição e venda de Counter-Strike, lançado originalmente em novembro de 2000, e EverQuest, lançado em 1999, veio graças a um precedente aberto com a proibição de outros títulos também violentos como Doom, Carmageddon e Mortal Kombat e pode, também, abrir caminho para a proibição de outros games.
O protesto dos jogadores está marcado para o próximo dia 2 de fevereiro, às 11 horas no vão da MASP, na Avenida Paulista.
Fonte: Estadão
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